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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

[Crítica de Filme] Nocaute - Todos amam um vencedor


Nome original: Knockout
Data de lançamento: 10 de setembro de 2015
Direção: Antoine Fuqua
Elenco: Jake Gyllenhaaul, Rachel MacAdams e Forest Whitaker
Gênero: Drama
Nacionalidade: EUA

Nota: 3,5

O boxeador Billy Hope (Jake Gyllenhaaul) está no ápice de sua carreira, invicto há 43 lutas. As coisas que ele mais ama na vida são o esporte, a esposa (Rachel MacAdams), a filha e sua fortuna. De repente, o roteiro perverso de Nocaute decide retirar, de uma vez só, todos estes elementos. Billy é banido do esporte, a esposa morre, a filha não quer mais vê-lo, o dinheiro se esgota. Ele vai do topo ao fundo do poço, apenas para lutar, literalmente e simbolicamente, pelo retorno à liderança.

Nocaute funciona como uma gangorra de extremos, um filme americaníssimo em sua essência. Defende-se o individualismo, a meritocracia (“com esforço, qualquer um pode ser o melhor”), o mito do self-made man, a terra dos homens corajosos e livres. O destino pune Billy por sua arrogância, e logo o talentoso bilionário está literalmente esfregando privadas numa pequena academia de boxe para sobreviver – lavar latrinas sempre foi o símbolo mais tradicional de rebaixamento moral aos olhos de um americano. Ele precisa provar o seu valor para se tornar um herói, um mártir, alguém ainda mais digno porque experimentou a dor e a perda.

Estamos muito perto de um filme cristão sobre os ensinamentos do perdão, do arrependimento, do valor da família. Ao invés de um padre, entra em cena outra figura anciã, experiente e caridosa, interpretada por Forest Whitaker. Este outro mártir (que perdeu um olho lutando) ensina ao riquinho o valor da humildade e do trabalho duro – com direito a uma cena de treinamento copiada de Rocky, mas que de fato lembra um comercial de produtos esportivos. Os filmes de boxe já se tornaram um gênero à parte em Hollywood, no entanto Nocaute surpreende por usar o esporte tão típico de seu país para explorar, à exaustão, as ferramentas emocionais do melodrama.

O diretor Antoine Fuqua, conhecido por filmes de ação brutais, mantém uma imagem agressiva: a câmera está sempre tremendo a poucos centímetros do corpo e do rosto dos personagens. A montagem frenética, a trilha hip hop e a fotografia cinzenta conferem um ar gangsta e viril ao conjunto. Mas tamanha “atitude” é combinada com dezenas de cenas lacrimosas sobre o fracasso de Billy, sobre a tristeza do homem abandonado por todos e humilhado em público. O resultado é uma estranha mistura entre o subversivo (a linguagem das ruas, do hip hop, do enfrentamento ao sistema) com algo moralista por excelência (os dogmas religiosos da fé e do perdão). Nocaute é um coroinha vestido de rapper.

Falou-se muito sobre os atores, e de fato a transformação física é impressionante. Jake Gyllenhaal, Rachel McAdams e Naomie Harris são atores competentes e comprometidos, embora fiquem presos à “atuação espetáculo” imposta pela direção: pouco importam os silêncios, os pequenos gestos, as emoções. Fuqua busca retratar o sangue escorrendo no rosto, as lágrimas e o suor na pele de Gyllenhaal, a roupa extremamente justa de McAdams. Estamos no território do corpo como performance: o diretor exige muito mais dos músculos do ator e das curvas da atriz do que de seus talentos dramáticos.

Atenção, possíveis spoilers abaixo!

Pode-se dizer que Nocaute funciona dentro da previsibilidade a que se propõe. O final é aquele esperado dele, garantindo ao espectador a recompensa de ver o retorno do pobre coitado por quem torcemos durante duas horas. É um produto convencional, linear, claramente pensado em termos de comunicação com o público médio. Não apresenta nenhum refinamento de narrativa, mas também não parece possuir essa pretensão. Para quem gosta de um bom “filme para chorar”, o remédio tem efeito garantido.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

[Críticas] A Última Batalha - Filme

Nome Original: The Last Battle
Data do filme: 2011
Elenco: Angela Little, Charles Durning, Eric Etebari, Felipe Dieppa, Frank Gigglio, Jackie Martling, Joyce DeWitt, Martin Kove, Michael Rivera, Miguel Jarquin-Moreland, Rachael Robbins, Robert Loggia, Suze Kaye e Tomas G. Waites
Sinopse: Um autista com histórico de brigas tem a chance de evitar a internação ao treinar Artes Marciais Mistas.

Minhas primeiras impressões do filme

O filme conta sobre um garoto autista que por todas as escolas que passou, teve um histórico envolvendo brigas. O que mais me chamou atenção logo de cara no filme, foi a habilidade do garoto por treinar artes marciais. Seu treinador, um policial que foi envolvido em polêmica na Itália por matar um homem por ter batido em seu avô, tem um interesse em ajudar o garoto ao saber dos envolvimentos dele com brigas. Ao pegar o garoto e treinar lutas, ele desafia seu maior rival: um outro treinador e professor também de artes marciais mistas. No treinamento do garoto com o policial, o garoto dá uma chave de braço que o treinador jamais conseguiu. 

Já na luta do treinador, ele dá as instruções que aprendeu com o professor e ensina também a usar a chave de braço (luta do jiu-jitsu). O filme é emocionante. Na escola, o garoto é feito de chacota pelos colegas, e numa hora que o amigo o xinga (em espanhol), ele se revolta e parte para cima do "amigo" que o xingou. 

No filme, envolve uma história de romance (entre o treinador/policial e a irmã do garoto autista), e emoção na luta vencida pelo treinador.

Para quem gosta de filmes do gênero de artes marciais, vale a pena assistir.

Nota sobre o filme: Ótimo.